terça-feira, 18 de maio de 2010

Mapeamento dos Cursos de Graduação a Distância

Conforme solicitado pelo Professor Fabio Maia, fizemos o mapeamento de 3 Instituições de Ensino Superior que oferecem cursos de graduação a distância.


O objetivo é quantificar a oferta de cursos por área de conhecimento.





Moodle





sábado, 15 de maio de 2010

Linha do tempo da Educação a Distância no Brasil

Em 1904: Escolas internacionais, que eram instituições privadas, ofereciam cursos pagos, por correspondência;


Em 1934: A Roquete-Pinto instalou a Rádio-Escola Municipal no Rio.Utilizavam correspondência para contato com estudantes;

Em 1939: Surgiu o Instituto Rádio Monitor;

Em 1941: Fundação do Instituto Universal Brasileiro, em São Paulo;

No período de 1961-65: O Movimento de Educação de Base (MEB) implementa um sistema de rádio educativo;

Na década de 70: Surgiu o Projeto Minerva. A Fundação Roberto Marinho cria um programa de educação supletiva a distância para 1º e 2º graus (Telecursos), com aulas via TV e apoio de materiais impressos;

Com os avanços da tecnologia , dos meios de comunicação e da internet, começaram a ser criadas novas modalidades de EaD;

1991: Implementação do programa Um Salto para o Futuro – parceria da TVE do Rio de Janeiro com a Secretaria Estadual de Educação para a atualização de docentes;

1992: Criação da Universidade Aberta do Brasil (Lei 403/92);

1994: Lançamento do Telecurso 2000 para o ensino de 1º e 2º graus, pela Fundação Roberto Marinho e a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo;

1995: Criação, pelo Governo Federal, do TV Escola;

1996: Criação do PROINFO, pelo MEC;

Criação da Secretaria de Educação a Distância – SEED/MEC;

Criação da Lei 9394/96, que oficializou a Educação a Distância como modalidade válida e equivalente para todos os níveis de ensino;

1997: Criação do Canal Futura, pela Fundação Roberto Marinho

2000: É criada a Universidade Virtual Pública do Brasil (UniRede), um consórcio de 70 instituições públicas de ensino superior, cujo objetivo é democratizar o acesso à educação de qualidade por meio da oferta de cursos à distância.

2004: O Centro de Educação a Distância da UnB é autorizado a receber cursos do Programa de Formação Inicial para Professores em Exercício no Ensino Fundamental e no Ensino Médio (Pró-Licenciatura).

2005: É criado o Sistema Universidade Aberta do Brasil – UAB, voltado para o desenvolvimento da modalidade de Educação a Distância, com a finalidade de expandir e interiorizar a oferta de cursos e programas de educação superior no País e referendado pelo Decreto nº 5.800, de 8 de junho de 2006.

A partir daí, várias instituições estão autorizadas a ofertar cursos de graduação e pós-graduação e cursos livres à distância.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Aprendizagem por Rádio


O rádio, devido ao baixo custo e a sua portabilidade, ainda é muito utilizado no Brasil, o que o torna popular. 
Nas décadas de 60 e 70, foram feitas várias experiências educativas na área de ensino a distância, principalmente na área da alfabetização de adultos e preparação para o mercado de trabalho.  Mas como a linguagem utilizada e o grau de dificuldade era muito alto, o índice de evasão dos cursos era muito alto.

Bachelard (1986) afirma que o potencial do rádio é enorme, tendo em vista o poder de imaginação que provoca nas pessoas.  Como o aprendiz não vê o que está sendo dito, ele cria, imagina situações, ou seja, constrói seu próprio significado ao que está sendo ensinado, o que se traduz em conhecimento significativo.

Nos anos 90, Kaplún, um pedagogo paraguaio, defendia a criação de ambiente de aprendizagem que mesclasse educação e entretenimento, para que o aprendizado se tornasse atraente e lúdico, e com isso, mudou o foco da educação formal para um sistema de aprendizagem aberta, com o objetivo de construir o conhecimento significativo.  Ele pensava no rádio como um espaço para a transmissão de valores e para a educação em sentido amplo, de cidadania e não como um simples espaço para transmissão de conteúdos escolares.

Nos anos 60 e 70, o modelo de ensino predominante era o instrucional, em que os alunos estudavam por apostilas, com alguns encontros presenciais.  Na década de 70, o projeto Minerva, do Ministério da Educação e Cultura, que oferecia o ensino supletivo para jovens e adultos, utilizava o tempo gratuito que as emissoras de rádio tinham que reservar aos programas educativos.  Porém, o ensino instrucional não levava em conta os fatores regionais, fazendo com que a experiência não desse certo.

Nos anos 80, o rádio educativo adquiriu novo sentido no Brasil quando determinadas ONGs, por exemplo, criaram novas formas de expressão, adaptando dramatizações de situações do cotidiano para produzir conhecimento.

A abordagem pedagógica de Kaplún inspirou vários projetos radiofônicos educativos desenvolvidos por instituições governamentais e não governamentais brasileiras a partir da década de 90.

No período de 2001 a 2007, os programas educativos romperam o modelo de educação instrucional para oferecer ao aprendiz maior interatividade, flexibilidade e um papel ativo, promovendo maior participação no seu próprio processo de aprendizado, abrindo caminhos para o desenvolvimento de projetos de utilidade pública, abrindo caminhos para a promoção da cidadania, através do Sebrae, em parceria com a Abed.

O projeto de rádio A gente sabe, a gente faz é uma modalidade de aprendizagem aberta que envolve a produção e disseminação de cursos por rádio orientados por objetivos e desenvolvimento de competências.

O Sebrae desenvolveu uma concepção educacional integrada inspirada na abordagem da comissão sobre educação para o séc.XXI, apresentada no relatório da Unesco, que propõe quatro pilares-base: aprender a conhecer, aprender a fazer, aprender a conviver e aprender a ser.


Vantagens e Desvantagens no Ensino à Distância

Vantagens:
·         Não há distância que impeça a busca do conhecer;
·         Permite atender a um público muito maior e mais variado que os cursos tradicionais;
·         Há uma democratização do ensino, já que engloba uma diversidade tanto cultural, social e econômica;
·         Autonomia na aprendizagem, pois requer mais comprometimento do aluno, o que permite que haja um maior desenvolvimento;
·         Permite maior disponibilidade e ritmos de estudo diferenciados;
·         Maior familiarização com as mais diversas tecnologias;
·         Oportunidade de formação adaptada às exigências atuais, às pessoas que não puderam frequentar a escola tradicional;
·         Permanência do aluno em seu ambiente profissional e/ou familiar;
·         Capacitação para o trabalho para o avanço profissional.

Desvantagens:
·         A falta de experiência com a plataforma, a não compreensão das ferramentas tecnológicas utilizadas;
·         O feedback pode ser mais lento, embora os novos meios tecnológicos reduzam esse tempo;
·         Em alguns casos, o nível de interação é quase nulo, empobrece e desmotiva o aluno;
·         Resistência à mudança e aceitação do novo, o que pode gerar o alto índice de evasão;
·         A falta de autodisciplina ocasionando o não rendimento de estudo;
·         Conteúdos inadequados para determinados públicos, não atingindo o objetivo educacional;
·         As relações aluno-professor e aluno-aluno são bastante distantes em relação aos cursos presenciais.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Educação: Tradicional ou Inovadora?


Um dos grandes desafios da escola atualmente é promover e facilitar os processos de aprendizagem.  
E a utilização das tecnologias em sala de aula pode favorecer esse processo.  Mas a tecnologia por si só não é capaz vencer as barreiras de uma cultura em que prevalece basicamente a reprodução do ensino convencional.
Então como ensinar nossos alunos nos dias de hoje?
Muitos pensam que para serem modernos, basta investir em tecnologias, principalmente computadores, já que o equipamento trará um avanço ao ensino.  Porém é preciso adotar uma tecnologia inovadora (como a da informática) e mudar a prática da pedagogia conservadora,  repensar para além das metodologias e entender que é possível construir uma aula dinâmica, interativa e reflexiva, sem necessariamente reproduzir em sala de aula aquele ensino tradicional. 
É preciso ensinar aos alunos a utilizar as tecnologias com criticidade. Isto significa não só preparar os alunos para sua utilização, mas também fazer com que eles reflitam sobre seu uso, debatam, conversem sobre o que estão vendo ou lendo e possam emitir suas próprias opiniões.

Então veja o vídeo e tire suas próprias conclusões:  metodologia ou tecnologia?






segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Tecnologias Dependentes e Tecnologias Independentes

Podemos classificar as Tecnologias presentes na sala de aula como:


a) independentes: quando não dependem de recursos elétricos ou eletrônicos para sua utilização e/ ou produção;

b) dependentes: quando dependem de um ou de vários recursos elétricos ou eletrônicos para serem produzidas e/ou utilizadas.

O uso associado de tecnologias dependentes e independentes de forma contextualizada promove maior acessibilidade e inclusão social dos nossos alunos.

Algumas tecnologias que podemos utilizar em sala de aula:

Tecnologias Dependentes:

Rádio

 Slides


 Lousa interativa

DVD



 Internet


Tecnologias Independentes:

 Quadro de pregas – apresentação do conteúdo através de cartões, permitindo uma maior participação dos alunos.

 Cartão relâmpago – são apresentadas aos alunos questões sobre determinado tema, onde as respostas estarão no verso, dinamizando ações já rotineiras na sala de aula.

 Álbum seriado – em um conjunto de folhas, onde são apresentadas uma sequencia de idéias a partir de um tema.

 Gráfico – representação visual de dados numéricos, permitindo melhor sistematização da informação.

 Cartaz – Material visual contendo uma mensagem, podendo ser expressa através de imagens e pequenos textos.

 HQ – sequencia de quadros que se utilizam de imagens e linguagem escrita, para elaboração de uma história.

 Flanelógrafo – Muito versátil, pois permite seu uso através de diversas imagens e/ou palavras.

 Quadro de giz/branco – muito utilizado nas escolas, possibilita reforçar a explicação do professor, sistematização do conteúdo simultâneo com todos os alunos, esquematizar a aula do início ao fim.



Fonte: Leite, Lígia Silva (Org.). Tecnologia Educacional: descubra suas possibilidades na sala de aula. Petrópolis, RJ: Vozes, 2003.
LITWIN, Edith. Tecnologia Educacional e Políticas, Histórias e Propostas. Porto Alegre: Artmed, 2001.


Para utilizar qualquer uma dessas ferramentas (recursos), devemos observar as seguintes questões:


 Qual será a metodologia empregada?

 Que equipamentos tenho disponíveis para usar?

 Qual será o recurso visual adequado ao assunto? Que tipo de imagens devo usar?

 Quanto tempo eu tenho para isso?

 O que os alunos conhecem sobre o assunto?


Agora faça uma reflexão sobre o uso das tecnologias em sala de aula e responda:

1. O que é tecnologia?

2. Observe atentamente em sua escola e responda: que tecnologias você tem disponível para utilizar com os alunos?

3. Você nota diferenças na forma como você usa a televisão em sua casa e na escola?

4. Você consegue fazer um trabalho interdisciplinar? Justifique.

5. Que atividades que você realizaria:

a. Dispondo apenas de material didático tradicional (lápis, caneta, lápis de cor, papel, livros didáticos, tinta, etc.)?

b. Dispondo também de fotografias e revistas?

c. Dispondo de Televisão ou fitas de vídeo?

d. Dispondo de computador com acesso à internet?   Que ferramentas da Internet você utilizaria?

6.O que dificulta uso da tecnologia na educação? Dê sugestões.